segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Seminário no Baixo Tapajós/PA reafirma resistência contra hidrelétricas


A Associação Indígena Pautaí de Pinhel (AIPAP) do município de Aveiro, Baixo Tapajós, realizou nos dias 26 e 27 de outubro seminário sobre o Complexo Hidrelétrico do Tapajós. O encontro buscou esclarecer e debater sobre os impactos da construção das hidrelétricas irá causar sobre o meio ambiente, os povos indígenas e habitantes da região.

O seminário contou com a participação das aldeias Escrivão (Munduruku Cara Preta), Aldeia Taquara (Alto Tapajós), comunidade Cametá, Santa Cruz, e com o apoio do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Movimento Tapajós Vivo (MTV), Conselho Indígena Tapajós/Arapiuns (CITA), Grupo Consciência Indígena (GDI) e estudantes indígenas Munduruku da Universidade Federal do Oeste do Pará. Representantes da prefeitura também foram convidados, mas não compareceram.

“Sabemos que temos direito a uma água, moradia e luz de qualidade. Mas será que é preciso a sacrificar o Tapajós, a nossa água os nossos peixes? É pra isso que estamos aqui, pra discutir essa questão”, aponta Edgar Carvalho Filho, presidente da associação indígena.

Para os participantes do encontro, é necessário ampliar o debate e a divulgação de informação sobre os projetos de construção das hidrelétricas para que se fortaleça a resistência. Do contrário, o poder público pode interpretar que a população aceita e concorda com as obras.

“A nossa preocupação é a vida de todos, através de nossas crenças, ritos religiosos, nossas historias milenares, línguas, costumes”, afirma o indígena.

Com resultado do encontro, os participantes fizeram uma carta para ser encaminhado ao Ministério Público Federal e à Presidência da República, no qual exigem a garantia de consulta prévia e garantia de direitos já conquistados.

Fonte: Terra de Direito
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