sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A crise e a indústria agrocanavieira e as contradições da “economia solidária”


“A Agroindústria Canavieira e a Crise Econômica Mundial” traz informações sobre as tendências mais recentes na produção de etanol no Brasil e sua relação com a crise econômica mundial. É destacado o papel do capital financeiro, entrelaçado com a expansão territorial do agronegócio, e seus impactos nas relações de trabalho e nas disputas por terras indígenas e camponesas. “Observa-se no campo brasileiro a permanência de um processo de expansão de monocultivos para a produção de agrocombustíveis, principalmente do etanol gerado a partir da cana-de-açúcar – tido como a principal fonte agroenergética brasileira, considerando o volume de produção, o total de área ocupada pela lavoura canavieira, bem como a massa de investimentos aplicados na ampliação do parque fabril sucroenergético”.  A publicação da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos pode ser baixada e lida AQUI.

Apoiando-se no método marxista, Henrique Wellen analisou a função social da “economia solidária” nas suas relações com as determinações do capitalismo brasileiro atual. Além de expor seus principais pressupostos teóricos e metodológicos, o autor pesquisou diversos tipos de empreendimentos a partir de suas conexões com outros projetos sociais atualmente relevantes, como o “terceiro setor”. Foram examinadas as condições de trabalho dentro dessas organizações, assim como suas relações com o mercado capitalista e, no que concerne à transformação social, Wellen demonstrou que a “economia solidária” representa um retrocesso na luta dos trabalhadores contra os imperativos do capital. Além de contribuir para o debate sobre esse projeto social, "Para a Crítica da Economia Solidária" conduz a uma importante reflexão na luta coletiva pela construção de uma sociedade emancipada. O livro de Henrique Wellen acaba de ser lançado pela editora Outras Expressões e pode ser comprado AQUI ao valor de R$ 20,00 mais os custos de frete.
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