sábado, 11 de agosto de 2012

Vaiada, Dilma diz que servidores públicos não são prioridade.

Grupo de servidores públicos federais cobrou reabertura de negociações com Planalto; Dilma ignorou ato, mas durante discurso lembrou dos efeitos da crise mundial na economia brasileira

Servidores públicos em greve furaram o esquema de segurança da Presidência da República e promoveram um protesto pela reabertura das negociações com o governo federal, nesta sexta-feira, 10. Eles ficaram a cerca de 40 metros do palco onde a presidente Dilma Rousseff discursou no início desta tarde, no lançamento da ampliação do Programa Brasil Sorridente de saúde bucal. No momento há 30 categorias em greve no País.
Foto: Pedro Triginelli/G1

Impedidos de entrar portando faixas ou com camisetas alusivas ao movimento na área reservada para o público, no centro de Rio Pardo de Minas, cidade de cerca de 30 mil habitantes no norte mineiro, os ativistas apelaram para a discrição. Entraram sem alarde, se agruparam à esquerda do palco e, quando Dilma iniciou seu discurso, começaram a gritar palavras de ordem. Seguravam cartazes de papel, improvisados com tinta hidrocor e papel, que tinham trazido escondidos. "A greve continua/Dilma a culpa é sua" foi um dos estribilhos que repetiram os ativistas, de instituições de ensino da região que aderiram à paralisação e também da Universidade Federal Minas Gerais (UFMG).

A presidente procurou manter a calma e evitou olhar na direção dos manifestantes, que foram cercados por PMs e seguranças da Presidência. Defendeu, porém, indiretamente, sua política para enfrentar a greve do funcionalismo. "Este é um País que tem de ser feito para a maioria de seus habitantes. Não pode ser feito só para uma parte deles", disse, entre as vaias dos cerca de 40 ativistas e aplausos de centenas de pessoas.

"Tem de olhar o que é mais importante para o País atender. Hoje, estamos enfrentando uma crise no mundo. O Brasil sabe que pode e vai enfrentar a crise e vai passar por cima dela, assegurando empregos para todos os brasileiros. O que o meu governo vai fazer é assegurar empregos para aquela parte da população que é a mais frágil, que não tem direito à estabilidade",continuou, referindo-se, sem mencioná-los explicitamente, aos servidores. "(A parte) Que sofre porque pode ser muitas vezes desempregada. Não queremos isso. Queremos todos os brasileiros empregados, recebendo seus salários e recebendo serviços públicos de qualidade." 

Depois de pouco mais de 10 minutos, a presidente encerrou o discurso dizendo-se "sempre muito feliz com essa forma tão amigável como Minas recebe a gente".

*Com informações da Agência Estado
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