quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Manifestantes protestam dentro do STF contra obra de Belo Monte


Durante voto de Gilmar Mendes, eles se ergueram e levantaram faixas. Na segunda, ministro Ayres Britto autorizou retomada da obra no Pará.
Fabiano Costa*
Quatro pessoas que se disseram integrantes de um grupo intitulado Ocupa Sampa” se levantaram no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio ao voto do ministro Gilmar Mendes na sessão desta quarta-feira (29) do julgamento do mensalão.
Eles acompanhavam o julgamento sentados na ala reservada ao público e se ergueram para exibir cartazes de protesto contra a derrubada, pelo STF, da decisão judicial que paralisou as obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Na noite de segunda-feira (27), o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, concedeu decisão liminar (provisória) que autorizou a retomada das obras da usina hidrelétrica paraene. A paralisação havia sido determinada no dia 14 de agosto pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Foi o primeiro protesto dentro do tribunal durante o julgamento do mensalão.  Os manifestantes se ergueram no momento em que os fotógrafos haviam ingressado no recinto de julgamento para registrar o voto de Gilmar Mendes. Rapidamente, os seguranças do STF imobilizaram o grupo, que foi retirado do plenário.
Uma das cartolinas exibidas pelos integrantes do movimento pedia celeridade no julgamento da ação sobre a hidrelétrica: ““Belo Monte: é hora de julgar o mérito desta questão””, reivindicava o manifesto.
Mesmo diante da tumulto, Gilmar Mendes não interrompeu sua manifestação sobre o item 3 da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que trata dos supostos crimes cometidos na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil.
Do lado de fora do Supremo, os manifestantes afirmaram que idealizaram o protesto para chamar a atenção sobre a queda da liminar. Para o grupo, Ayres Britto foi ““pressionado”” pelo Palácio do Planalto para liberar a obra.
“Viemos manifestar apoio ao Ayres Britto para ele tomar a decisão correta. Mas sabemos que a decisão dele foi tomada por pressão governamental”, disse um dos integrantes do movimento, que não quis se identificar.
Outra manifestante, que se identificou como Juliana Oliveira, afirmou que o grupo Ocupa Sampa não tem ligação com partidos políticos. “Somos apartidários, não violentos e trabalhamos por consenso”, afirmou.
*Fonte: G1
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